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segunda-feira, 28 de março de 2011

Cartas para Julieta


Se você é aquele romântico de carteirinha e busca uma história que desde o início já lhe dá a sensação de um final feliz, certamente encontrou o filme ideal. Cartas para Julieta é aquele filme “fofinho”, com personagens bem clichês em meio a um cenário italiano deslumbrante.

Honestamente, gosto da idéia do final feliz com pitadas de humor romântico, por mais desencontros que ele proporcione. Aquele que te envolve, que te faz questionar sozinho, “como assim?”, “ele não vai fazer nada?”, ou afirmar “que cara idiota”. As briguinhas de Charlie e Sophie além das tiradas engraçadíssimas de Claire e, claro os micos do trio a procura do verdadeiro Lorenzo Bertolini. A meu ver o ponto fraco do filme fica por conta da interpretação do Gael Garcia Bernal (noivo de Sophie), sorte nossa que suas cenas eram bem curtas.

Por outro lado, um dos pontos fortes do filme é o momento em que Claire, personagem interpretada pela maravilhosa Vanessa Redgrave - que somente depois de ler sobre o filme fiquei sabendo ser casada na vida real com Lorenzo, Franco Neto – lê a carta de “Julieta” escrita por Sophie (leia no final do poste), como não chorar?

Certamente, nos perguntemos que talvez histórias como a de Claire e Lorenzo não sejam fáceis de se encontrar na vida real. Mas o que dizer das dezenas de cartas que são presas no muro por mulheres de todos os cantos? E das Julietas que as respondem? Prefiro acreditar que histórias como essa existam, que aconteçam sempre, mas lamento saber que existam poucas Claire, capazes de irem à busca do grande amor, o verdadeiro amor.


Querida Claire,
“E” e “se” são duas palavras tão inofensivas quanto as palavras podem ser, mas, se colocadas juntas lado a lado, elas tem o poder de perseguir você para o resto da vida.
E se? E se? E se?
Eu não sei como sua historia terminou, mas se o que você sentia naquela época era amor verdadeiro, então nunca é tarde demais.
Se era verdadeiro então, porque não seria agora? Você só precisa de coragem para seguir seu coração.
É difícil imaginar um amor como de Julieta... Um amor que nos faça abandonar entes queridos, que nos faça cruzar oceanos.
Mas eu gostaria de acreditar que, se um dia eu sentisse esse amor teria coragem de ir ao encontro dele.
E, Claire, se não o fez naquela época, espero que ainda o faça um dia.

Com todo amor
Julieta.


Dica: Assista ao filme legendado.
love story Taylor Swift

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Amar de olhos abertos


Hoje, enquanto trabalhava, parei para ler uma reportagem na Folha de São Paulo, uma entrevista com o escritor argentino, Jorge Bucay. Bucay está lançando seu primeiro livro em português, "Amar de Olhos Abertos", em parceria com Silvia Salinas, e suas declarações me chamaram bastante atenção.

Segundo Bucay "o amor é a simples alegria pela existência do outro. Não é possessão, nem felicidade necessariamente... O amor cego não aceita o outro verdadeiramente como ele é." Fiquei alguns minutos pensando sobre, e lembrei de algo que recentemente ouvi de um amigo, enquanto saímos do cinema, logo após assistir o filme "Nosso Lar". Ele me disse "o verdadeiro amor é aquele que aceita a felicidade do outro."

Confesso que ainda não cheguei a este grau de "aceitação" do amor perfeito, acredito que ainda exista um pouco de egoísmo nos amores e nas paixões que sinto. Tudo bem que em meu sentimento não exista maldade, raiva, mágoa ou coisa parecida, mas sinto que ainda não consigo lidar com tal comportamento e me pego triste, chorando e pensando...

Em uma de suas citações, Bucay, alerta sobre o comportamento de nossa sociedade em relação a preferência pela intensidade da paixão, mesmo sabendo que é efêmera a algo duradouro e eterno. "Procuramos correr mais rápido, chegar antes, desfrutar intensamente. A paixão é como uma droga: no seu momento fugaz faz pensar que você é feliz e não precisa de mais nada. Um olhar, uma palavra te levam aos melhores lugares".

O amor egoísta realmente machuca, fere e destrói o que poderia ser não necessariamente um sentimento eterno, mas profundo. "Amadurecer significa também desfrutar das coisas que o amor dá, como partilhar o silêncio e não o beijo, saber que a pessoa está ali". Bucay também afirma que o as relações duram quando o relacionamento oferece oportunidades para que ambos cresçam e que um dos grandes motivos do fracasso está ligado diretamente as nossas dificuldades de trocar intensidade por profundidade.

Acredito que tudo faz parte de um processo de amadurecimento. Já "abri" mão de um sentimento que achava que era tudo. Tento me convencer todos os dias que não posso lamentar a perda, mesmo por que ela é passageira, como muitas coisas. Que as minhas ações e meus sentimentos não fiquem somente nas palavras proferidas, mas também em minhas ações.

Dica Musical
E eu nunca vou deixar você tão só - Liah
"Amar de Olhos Abertos" (ed. Sextante, R$ 24,90, 208 págs.)
Ilustração Danilo Zamboni

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

As minhas saudades



Por que sentimos saudades? Li recentemente uma reportagem da revista Super interessante, onde dizia que sentir saudades faz parte da natureza humana e diferente do que muitos possam pensar, a palavra saudade mesmo sendo intraduzível em outros idiomas, possui um significado universal.

Sinto saudades de muita coisa, de pessoas, de lugares, de experiências...

Hoje, a caminho do trabalho, lembrei com saudades da época do colégio, em que minhas preocupações eram outras e principalmente, por que dificílmente tinha que tomar decisões baseadas na racionalidade. Dias atrás, chamei minha mãe para ir visitar o colégio em que estudei na primeira série. Por mais que me lembre dele, alguns detalhes me escapam e gostaria de relembrá-los.

Segundo a mesma reportagem, a saudade tem dois lados: aquele positivo em que nos apegamos a bons momentos e o negativo em que está literalmente atrelado a um sentimento de perda, sendo ele ou não causado por um fator inerente ao nosso controle. Acredito que saudade é sim baseado em algo bom que aconteceu, que tenha valido a pena, que foi marcante. Sendo assim, posso afirmar que minhas saudades são baseadas em momentos bons da minha vida.

Há aqueles que afirmem que saudade está diretamente ligada ao amor e à paixão, independente de pelo que ou por quem nos apaixonamos, o que, ou quem amamos: um ser, uma situação, uma fase de nossas vidas...

Sinto saudades da minha faculdade, por que aproveitei cada momento. Dos amigos que ali fiz, e das risadas boas que ali dei. Sinto saudades dos meus amores e certamente daqueles que nunca mais terei o prazer de reencontrar.

Sinto saudades de mim mesmo, isso mesmo. Da pessoa que fui antes que algum acontecimento, decepção ou frustração me transformasse em alguém diferente, às vezes irreconhecível. Tenho até medo...

A saudade amorosa é bem definida nestes versos de Vinícius de Moraes:

“Como dizia o poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não”

terça-feira, 20 de julho de 2010

UM POUCO MAIS DE MORDIDA…..


Vagando pela net achei essa mensagem. Gostei e resolvi colocá-la aqui.


UM POUCO MAIS DE MORDIDA….e um pouco menos de latido!!!!

Eu quero a sorte de um amor tranquilo. Com sabor de fruta mordida!

Como diz meu pai: O que tiver que ser, vai ser. Mas mesmo assim, continuo sem entender as pessoas, mas certa de que ainda assim gosto de “gente”.
Precisamos de paz, de um amor de verdade daqueles que cuidam e se preocupam com a gente, sabe?

Daqueles que fazem QUESTÃO da nossa presença e que se orgulham pelo fato de nos terem ao LADO. De mãos dadas. Simples assim.
Não a hipocresia de beijos com data e hora marcada para acontecerem, ou pior, daqueles que deixamos acontecer naturalmente sem seguir a nossa vontade. Não abraços apertados misturados com doses de conhaque. Somente amor de cara limpa, nada de “só quando estivermos levemente embriagados”.

Precisamos de amizades verdadeiras, pessoas *de verdade*, que pensam, choram, dão risadas. Pessoas de verdade. Não quero um “quase amor”. Nada de amizades transformadas “nisso” e nem “isso” transformado em amizades.
Não quero alguém forçado, alguém carregado, alguém empurrado, DEUS ME LIVRE alguém amarrado ou alguém por dó, por culpa, por medo.

SIMPLESMENTE alguém que vai chegar de repente, quando eu menos pedir, quiser ou pensar, que vai me tirar o chão da melhor forma, me surpreender, falar de sentimentos que eu nem imaginava que existisse. Pelo menos não desta forma tão intensa. Aí, vai tomar conta da minha vida tão intensamente que quando eu menos esperar vou me pegar pensando: “quando aconteceu?”.

Quero aquela coisa gostosa de “eu passo às nove pra te buscar”. Nada de rotina, nada de problemas, nada pesado. Quero enfim o LEVE, tudo aquilo que já senti o gosto e sei que é bom. Quero ter tempo de sentir saudades e ligações inesperadas.

Quero passar a semana esperando às quartas de futebol ou as sextas de filminho na TV.
Quero o entusiasmo de comprar uma roupa nova para o convite do jantar do sábado à noite. Quero olhos brilhando todas as manhãs e pessoas perguntando se vimos passarinho verde. Quero continuar acordando bem cedo, escutando minhas músicas no último volume e satisfeita por ser exatamente quem eu sou. Quero alguém que ria das minhas piadas sem graça, que me ache linda mesmo com minha calça azul, que me conte histórias intermináveis sobre tudo o que eu jamais pensei que existisse. Alguém que me leve para ver o mar, que viva comigo as coisas simples da vida, que lute pelo que quer e não desista JAMAIS por causa das pessoas, e principalmente por causa do que estas mesmas pessoas acham ou deixam de achar. Alguém com a impagável coragem de enfrentar o que for em defesa do que sente. E que sinta exatamente o que me diga, que não tenha dúvidas deste sentimento que será tão intenso que o fará jamais ter dúvidas quando pensar em acreditar no “nós”. Alguém que sentirá um amor, um desejo e uma paixão tão grande que se pegará por algumas vezes pensando inesperadamente em NÓS, até o dia em que enxergará que não adianta lutar contra este desejo, porque o amor que sente é mais real do que imagina. Alguém que poderá rodar o mundo até perceber que SOMOS NÓS. De novo… novamente… em mais uma vida… JUNTOS!!!

E que neste dia, jogue o orgulho todo de lado, chegue de repente, olhe para mim sorrindo e me diga: Não tem jeito, É VOCÊ!

Alguém assim, exatamente espelho meu.
Tá fácil! =)

Dica musical:
Um Momento
Bruna Caram - Feriado Pessoal

Amizade




Amizade (do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar, ainda que se diga também que a palavra provém do grego) é uma relação afetiva, a princípio sem características romântico-sexuais, entre duas pessoas. Em sentido amplo, é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo. (Wikipédia)

Na minha adolescência sempre tive dificuldades em criar certos vínculos de amizades, sempre saia e conversava com as mesmas pessoas, no colégio ou na rua de casa. Alguns até me achavam metido demais, outros ainda acham... Talvez por isso, hoje, me sinto muito mais confortável em fazer novas amizades.

Para o filósofo grego Aristóteles, um dos patriarcas da sabedoria ocidental, amizade era “uma única alma habitando dois corpos”. Ou, como disse o filósofo e político romano Cícero, três séculos depois, ter um amigo é ter um segundo eu. É dessa forma que vejo minhas amizades, não faço ou crio vínculos por interesses. Nunca precisei e não preciso disso. Não escolho minhas amizades, elas surgem. Aproveito-as para aprender, pois todos nós temos algo a ensinar.

Em alguns casos minhas amizades não são duradouras, pois por motivos que fogem do meu controle consigo manter a mesma freqüência de contato. Por vezes crio amizades sazonais, que representam uma fase da minha vida. O amigo do colégio, da faculdade, do trabalho, de uma viagem... O mais importante é o que cada um representou ou representa na minha vida. Que exista a lembrança, a saudade e principalmente a vontade de um dia rever.

Os poucos amigos que tenho atualmente são pessoas que gosto, que admiro e me fazem bem. São pessoas as quais posso agradecer por me ouvir, por concordar e discordar das minhas idéias. São pessoas que realmente sei que posso contar e que abriria mão de algo para estar ao meu lado. Se não fisicamente, em pensamento, torcendo por mim.

Se ter um amigo é ter um segundo eu (conforme disse Cícero), me sinto super feliz por fazer parte da vida dos meus amigos.

Dica musical:
Canção da América – Milton Nascimento

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A fossa




Não seja orgulhoso negando que nunca tenha passado por uma. Todo mundo, se já não esteve enfiando numa, já parou à beira, pensando em se jogar. A fossa, vala comum dos que sofrem com a tristeza das decepções da vida, é encarada de diferentes maneiras pelas pessoas.

Quem nunca ligou o rádio somente para escutar aquela música, melancólica que parece e lembra aquela pessoa. Você até se questiona: Será que o compositor pensava em mim quando a escreveu?

Não seria mal começar meu artigo sendo verdadeiro. Sim, já passei por uma e posso lhe garantir, muito diferente que muitos possam imaginar, pois a maioria não quer passar por isso, ela teve uma importância positiva na minha vida.

Sempre ouvir falar que a melhor forma para superar e sair da fossa era não dar chance a ela. Nada de cama, ficar debaixo do edredom, assistindo filme etc. A melhor forma de escapar dessa é sair, ir para balada, conhecer pessoas novas, passar por cima dela. Fossa é pra ser vivida, e dela extraída o melhor, aquela coisinha que nos faz crescer, amadurecer e compreender melhor o mundo que nos rodeia.

"Mergulhar no sofrimento ajuda a diminuir o temor que se tem dele. Normalmente, o medo do sofrimento potencializa a dor que sentimos ao enfrentá-lo", afirma Lígia Guerra, especialista em psicologia analítica.

Achei que ao enfrentá-la superaria sem traumas e que no máximo durariam alguns poucos dias. A verdade é que não existe uma regra que determine o tempo para sair dela. Cada pessoa supera a dor de uma decepção do seu jeito. No meu caso, tive a felicidade de contar com a ajuda dos amigos e o mais importante de tudo, abriu meus os olhos e percebi que realmente “a coisa” não era a pessoa certa.

"A tristeza de uma fossa pode ser o chamado da vida dizendo: "Acorde! Viva melhor, com mais alegria, realização e paixão! Você pode e deve!“, diz Lígia. No meu caso, me ajudou a crescer, a me aceitar e me deixar cada dia mais feliz. Hoje, me sinto mais forte para enfrentar os desafios que a vida nos proporciona. Aprendi que acima de tudo, eu tenho que ser prioridade. Tenho que amar mais a mim. Por isso, sigo o conselho da minha avó: “Não seja orgulhoso para não correr atrás quando se gosta, mas somente faça isso se realmente valer a pena. Se não, siga em frente, por que o que é pra ser nosso estará ao nosso lado”.

Dica Musical
Eu não paro
Ana CArolina - Aústico Multishow

sábado, 17 de julho de 2010

Ces't la Vie = Essa é a Vida!

Não falo francês, nunca estive na França e não tenho amigos franceses. Isso não significa que não poderei aprender, conhecer e fazer novas amizades. Então, por que escolher “Ces’t la Vie” como título do meu blog? Por que esta pequena frase constituída de três palavras, nada mais é, uma afirmação de tudo que me ocorre. “Ces’t la Vie” = “Essa é a Vida!” em português, é meu equilíbrio entre a razão e a emoção que me aflige, me anima, desanima, que me faz continuar em frente, positivamente. Esta frase me conforta, me alivia e me deixa feliz. É também uma forma de encarar a vida de forma natural, sem muitos questionamentos sobre certo e errado. Veja bem, isso não necessariamente me torna pouco auto crítico, muito pelo contrário, me faz travar discussões acaloradas comigo mesmo, mas no fim vem a frase na minha mente “Ces’t la Vie!”.

Há alguns meses atrás, ao assistir um filme chamado “O diário Secreto/Diário de uma Ninfomaníaca” (uma produção franco-espanhola), me dei conta de que não deveria viver baseado em valores tradicionais, defendidos por pessoas hipócritas, racistas e preconceituosas. Que apesar da “vulgaridade” que a personagem demonstra em virtude de sua doença – o vicio por sexo - ela só queria uma coisa, algo que todos nós no fundo também queremos: Viver a vida. Intensamente!

Aconselho as pessoas que gosto, aquelas que acabei de conhecer ou até mesmo as que não conheço (através deste blog) que vivam. Conheça o mundo, muitas pessoas. Não trate-as como passageiras. Todas tem um significado, um apelo, mas nem sempre o reconhecemos. Essa é a vida. Ela é única, com prazo de validade. Gaste-a! Consuma-a exageradamente. Não fique lamentando, esperando que tudo venha até você, da melhor forma possível, mastigada, pronta para comer. Corra atrás, faça acontecer.

A consciência humana é um tipo diferente de ser, por possuir conhecimento a seu próprio respeito e a respeito do mundo. É uma forma diferente de ser, chamada Para-si. (Existencialismo – Jean-Pauil Sartre).

Dica musical:
Quinto Andar
Tiê – Sweet Jardim